Gigante chinês de infraestrutura mira investimentos em SC

A CCCC estuda investir em obras na Baia de Babitonga, com a remoção de um gargalo que limita a operação de navios de grande porte nos portos de Itapoá e São Francisco do Sul

O conglomerado chinês de infraestrutura China Communications Construction Company (CCCC) está mirando obras em Santa Catarina. Os chineses têm interesse em negócios nas áreas de nas áreas de portos, ferrovias, rodovias e aeroportos.

A CCCC comprou 80% da empresa de engenharia Concremat e assinou o acordo de investimento para ter 51% de novo porto em São Luís (MA). O Grupo faturou 66 bilhões de dólares em 2016, com lucro de 2,6 bilhões de dólares.

Entre as oportunidades que a CCCC estuda estão obras nos canais de acesso a portos marítimos, sobretudo os congestionados ou os que não conseguem receber os meganavios por limitações de largura e profundidade.

Por exemplo, um “cotovelo” de 90 graus no canal de acesso à Baía da Babitonga, em Santa Catarina, é um gargalo que limita o porte dos navios destinados a terminais localizados depois da curva, como o porto São Francisco do Sul e o porto privado de Itapoá, o que obriga as instalações a operarem abaixo de sua capacidade de projeto, perdendo em competitividade.

Outro foco repousa nas ferrovias, mas tudo depende do modelo. Por serem projetos grandes, mais de capital intensivo, precisam da participação do poder público.

“Se o Brasil quer desenvolver e melhorar o sistema ferroviário deveria ser via o modelo PPP [Parceria Público-Privada] e não o ‘BOT’ [construir, operar e transferir, na sigla em inglês]. Demos essa sugestão ao governo”, disse o vice-presidente da CCCC, Sun Ziyu, membro do conselho executivo.